Arquivo de No Brasil - Partiu Líbano https://partiulibano.com/category/no-brasil/ Descubra o Líbano com dicas exclusivas! Sat, 26 Mar 2022 00:24:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://partiulibano.com/wp-content/uploads/2018/06/cropped-cedro-02-125x125.png Arquivo de No Brasil - Partiu Líbano https://partiulibano.com/category/no-brasil/ 32 32 Veja como foi o Détours en Francophonie https://partiulibano.com/2022/03/25/veja-como-foi-o-detours-en-francophonie/ https://partiulibano.com/2022/03/25/veja-como-foi-o-detours-en-francophonie/#respond Sat, 26 Mar 2022 00:24:16 +0000 http://partiulibano.com/?p=1035 Aconteceu nesta sexta-feira (25), o evento online Détours en Francophonie, onde representantes da Bélgica, França, Líbano e Suíça puderam trazer curiosidades e informações sobre cada país. A transmissão aconteceu pelo YouTube da BiblioMaison, a Biblioteca do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. Conforme anunciamos por aqui no início da semana, a fundadora do […]

O conteúdo Veja como foi o Détours en Francophonie aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Aconteceu nesta sexta-feira (25), o evento online Détours en Francophonie, onde representantes da Bélgica, França, Líbano e Suíça puderam trazer curiosidades e informações sobre cada país. A transmissão aconteceu pelo YouTube da BiblioMaison, a Biblioteca do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro.

Conforme anunciamos por aqui no início da semana, a fundadora do blog Partiu Líbano foi a convidada para falar do país árabe. A convite do Consulado-Geral do Líbano no Rio de Janeiro, através de seu Cônsul-Geral Alejandro Bitar, Stephanie Haidar trouxe curiosidades sobre Byblos/Jbeil e Jounieh/Harissa. Como bônus, também comentou sobre a Páscoa libanesa e algumas tradições pascais. 

Veja na íntegra:

 

 

O conteúdo Veja como foi o Détours en Francophonie aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2022/03/25/veja-como-foi-o-detours-en-francophonie/feed/ 0
Você pode ir ao Líbano com o grupo da prof. Karen – Saiba como https://partiulibano.com/2022/03/25/voce-pode-ir-ao-libano-com-o-grupo-da-prof-karen-saiba-como/ https://partiulibano.com/2022/03/25/voce-pode-ir-ao-libano-com-o-grupo-da-prof-karen-saiba-como/#respond Sat, 26 Mar 2022 00:13:17 +0000 http://partiulibano.com/?p=1032 Se você tem vontade de conhecer o Líbano mas falta companhia, chegou o seu momento! A professora de árabe, Karen Hayek, montou um grupo de viagem para nossa amada terrinha! Com roteiro personalizado e exclusivo para o grupo, de 15 a 27 de junho você terá a oportunidade de passear por lugares históricos, como Beirut, […]

O conteúdo Você pode ir ao Líbano com o grupo da prof. Karen – Saiba como aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Se você tem vontade de conhecer o Líbano mas falta companhia, chegou o seu momento! A professora de árabe, Karen Hayek, montou um grupo de viagem para nossa amada terrinha!

Com roteiro personalizado e exclusivo para o grupo, de 15 a 27 de junho você terá a oportunidade de passear por lugares históricos, como Beirut, Baalbeck, Zahle, Chateau Ksara, Sidon, Tyre, Deir el Qamar, Jeita, Harissa, Byblos, Batroun!

Se você é leitor antigo aqui do blog, já deve ter visto posts com dicas de árabe. Essas dicas vieram da professora Karen, que é libanesa. Portanto essa é uma oportunidade ótima de estar no Líbano e aprender o idioma ao mesmo tempo.

Leia também: Entenda os números no meio das palavras árabes

Para mais informações, como valores e outros detalhes, entre em contato direto com a prof. Karen Hayek pelo WhatsApp: 11 95300-7776

 

O conteúdo Você pode ir ao Líbano com o grupo da prof. Karen – Saiba como aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2022/03/25/voce-pode-ir-ao-libano-com-o-grupo-da-prof-karen-saiba-como/feed/ 0
Fundadora do Partiu Líbano participa do Détours en Francophonie https://partiulibano.com/2022/03/21/fundadora-do-partiu-libano-participa-do-detours-en-francophonie/ https://partiulibano.com/2022/03/21/fundadora-do-partiu-libano-participa-do-detours-en-francophonie/#respond Mon, 21 Mar 2022 22:48:22 +0000 http://partiulibano.com/?p=1029 Março é o mês da francofonia. Cidades do mundo inteiro se juntam em uma grande celebração em torno da riqueza da língua francesa, da pluralidade das culturas francófonas. O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro participa na semana da Francofonia 2022 do RJ. Entre os dias 20 e 26 de março, uma agenda […]

O conteúdo Fundadora do Partiu Líbano participa do Détours en Francophonie aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Março é o mês da francofonia. Cidades do mundo inteiro se juntam em uma grande celebração em torno da riqueza da língua francesa, da pluralidade das culturas francófonas.

O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro participa na semana da Francofonia 2022 do RJ. Entre os dias 20 e 26 de março, uma agenda repleta de atividades – desde o eletropop suíço, a exposição de Clarice Lispector, passando pela exposição de quadrinhos belgas, o recital de piano, o dia da Francofonia no Rio, chegando até a Mostra de Cinema Francófono.

A fundadora do Blog Partiu Líbano, Stephanie Haidar, foi convidada pelo Consultado do Líbano no Rio de Janeiro para expor em um painel sobre nosso amado país árabe. A participação acontece nesta sexta-feira, dia 25 de março. O evento é online e gratuito, com início às 17h. A proposta é abordar duas regiões libanesas e contar a experiência nestes locais. As regiões escolhidas são segredo por enquanto, mas garantimos que ela trará curiosidades bem interessantes!

Os eventos da francofonia são organizados pelos consulados francófonos da Bélgica, da França, do Líbano, da Suíça, do Canadá, junto com o escritório do Québec, em parceria com a Aliança Francesa e o Lycée Molière.

A programação do Líbano é a seguinte:

– Mostra de Cinema com o filme “Sob o céu de Alice (Sous le Ciel d’Alice)” , de Chloé Mazlo, 5ª feira- 24/03, às 18h (legendado), Aliança Francesa de Botafogo – Rua Muniz Barreto 730- Botafogo. Entrada Gratuita.

– “Detours en francophonie: Experiências no Líbano”, com a jornalista Stephanie Haidar, 6ª feira, 25/03, às 18h, transmissão virtual.

– “Dia da Francofonia no Rio”, Festival de gastronomia francófona (França, Bélgica, Canadá e Quebec, Líbano e Suíça) , espetáculo musical, desfile de moda, festival de livro, mostra de cinema e comemoração do 400º aniversário do nascimento do dramaturgo Molière (1622) e o 40º aniversário do Lycée Molière (1982). Sábado 26 de março de 10h às 17h, Local: Lycée Molière – R. Pereira da Silva 728 – Laranjeiras

Mais informações: https://francofoniabrasil.org/

O conteúdo Fundadora do Partiu Líbano participa do Détours en Francophonie aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2022/03/21/fundadora-do-partiu-libano-participa-do-detours-en-francophonie/feed/ 0
Veja qual a cidade do Brasil com maior população libanesa! https://partiulibano.com/2019/07/23/veja-qual-a-cidade-do-brasil-com-maior-populacao-libanesa/ https://partiulibano.com/2019/07/23/veja-qual-a-cidade-do-brasil-com-maior-populacao-libanesa/#respond Tue, 23 Jul 2019 18:16:14 +0000 http://partiulibano.com/?p=1003 Que há mais libaneses fora do Líbano do que dentro dele, nós já sabemos! Outro fato inegável é que, no Brasil, a comunidade libanesa é enoooorme! Tanto o governo brasileiro quanto o libanês estimam que há 7 milhões de brasileiros descendentes de libaneses no Brasil! Agora, você já parou pra pensar qual a cidade brasileira […]

O conteúdo Veja qual a cidade do Brasil com maior população libanesa! aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Que há mais libaneses fora do Líbano do que dentro dele, nós já sabemos! Outro fato inegável é que, no Brasil, a comunidade libanesa é enoooorme! Tanto o governo brasileiro quanto o libanês estimam que há 7 milhões de brasileiros descendentes de libaneses no Brasil!

Agora, você já parou pra pensar qual a cidade brasileira com maior densidade demográfica de libaneses? Nós vamos te contar aqui!

Estamos falando de: Foz do Iguaçu! Sim! Acredita? Foz do Iguaçu é a cidade brasileira com maior população libanesa no Brasil!

Foz do Iguaçu está localizada no estado do Paraná, sul do Brasil, em uma tríplice fronteira com a Argentina e o Paraguai. É conhecida como a cidade mais pitoresca do Paraná, e é o lar de cerca de 253.962 pessoas e, segundo as estatísticas, 90% da comunidade vinda do Oriente Médio é libanesa!

A diáspora do povo libanês em Foz do Iguaçu é baseada no trabalho, o que significa que a maioria deles construiu suas vidas lá de acordo com os empregos oferecidos. Entre eles, alguns até trabalham no Paraguai e na Argentina; ambos os países estão a apenas 10 minutos de carro de Foz do Iguaçu.

E pra quem não sabe, a cidade abriga uma das sete maravilhas do mundo: as Cataratas do Iguaçu!

Você sabia que a Gruta de Jeita, no Líbano, concorreu entre as sete maravilhas do mundo? Leia mais sobre esse ponto turístico clicando aqui!

Lembrando que a imigração libanesa para o Brasil começou no final do século XIX e aumentou ainda mais no século XX, com significativa concentração no estado de São Paulo.

E você, já esteve em Foz do Iguaçu? Imaginava que seria essa a cidade com maior densidade de libaneses? Conta pra gente nos comentários!

Leia também:

O conteúdo Veja qual a cidade do Brasil com maior população libanesa! aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/07/23/veja-qual-a-cidade-do-brasil-com-maior-populacao-libanesa/feed/ 0
Atenção! Congresso Brasil Líbano tem nova data! https://partiulibano.com/2019/07/22/atencao-congresso-brasil-libano-tem-nova-data/ https://partiulibano.com/2019/07/22/atencao-congresso-brasil-libano-tem-nova-data/#respond Mon, 22 Jul 2019 18:53:26 +0000 http://partiulibano.com/?p=1000 Agora é oficial! O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro realiza em novembro o Congresso de Turismo e Negócios Brasil Líbano. Diferentemente do que foi divulgado no início, data oficial é dias 28 e 29 de novembro de 2019! A programação ainda não foi divulgada, mas fique ligado aqui, pois assim que sair… […]

O conteúdo Atenção! Congresso Brasil Líbano tem nova data! aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Agora é oficial! O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro realiza em novembro o Congresso de Turismo e Negócios Brasil Líbano.

Diferentemente do que foi divulgado no início, data oficial é dias 28 e 29 de novembro de 2019!

A programação ainda não foi divulgada, mas fique ligado aqui, pois assim que sair… daremos em primeira mão!

Sua história no congresso!

No site do congresso, será construído um campo especial para colocar as histórias dos libaneses que residem no Brasil e de descendentes também! Ou seja, se você se enquadra em alguma dessas categorias, ou já visitou o Líbano mesmo sem ter descendência, mande sua história!

Basta enviar um email para [email protected] contando sua história, coisas interessantes que aconteceram, curiosidades, lugares do Líbano que você gosta e recomenda, e coisas que possam interessar outros membros da comunidade! Ah! O texto tem que ter no mínimo 10 linhas, tá?

Junto com o texto, você deve mandar uma foto sua também, além do seu nome completo e nacionalidade.

Não tem problema se você nunca visitou o Líbano! Se você tem uma conexão especial com o país, você deve enviar sua mensagem! Se você sente que tem algo a agregar, não se acanhe, ok? Será muito bem vindo!

Ah! E já que falamos no Congresso, aí vai um teaser pra você já ficar naquela vontade de ir. Programe-se! Lembrando que a programação é parte do Projeto Rio-Beirute.

Leia também:

O conteúdo Atenção! Congresso Brasil Líbano tem nova data! aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/07/22/atencao-congresso-brasil-libano-tem-nova-data/feed/ 0
Que tal contar sua história para o Consulado do Líbano? https://partiulibano.com/2019/07/04/que-tal-contar-sua-historia-para-o-consulado-do-libano/ https://partiulibano.com/2019/07/04/que-tal-contar-sua-historia-para-o-consulado-do-libano/#respond Thu, 04 Jul 2019 19:17:52 +0000 http://partiulibano.com/?p=971 É isso mesmo que você leu no título do post! O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro quer ouvir a sua história! De 21 a 23 de novembro de 2019 acontecerá o 1º Congresso de Turismo Brasil Líbano, no RJ! E é por isso que o consulado conta com a sua ajuda! No […]

O conteúdo Que tal contar sua história para o Consulado do Líbano? aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
É isso mesmo que você leu no título do post! O Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro quer ouvir a sua história!

De 21 a 23 de novembro de 2019 acontecerá o 1º Congresso de Turismo Brasil Líbano, no RJ! E é por isso que o consulado conta com a sua ajuda!

No site do congresso, será construído um campo especial para colocar as histórias dos libaneses que residem no Brasil e de descendentes também! Ou seja, se você se enquadra em alguma dessas categorias, ou já visitou o Líbano mesmo sem ter descendência, mande sua história!

Como fazer?

Basta enviar um email para [email protected] contando sua história, coisas interessantes que aconteceram, curiosidades, lugares do Líbano que você gosta e recomenda, e coisas que possam interessar outros membros da comunidade! Ah! O texto tem que ter no mínimo 10 linhas, tá?

Junto com o texto, você deve mandar uma foto sua também, além do seu nome completo e nacionalidade.

Não tem problema se você nunca visitou o Líbano! Se você tem uma conexão especial com o país, você deve enviar sua mensagem! Se você sente que tem algo a agregar, não se acanhe, ok? Será muito bem vindo!

Ah! E já que falamos no Congresso, aí vai um teaser pra você já ficar naquela vontade de ir. Programe-se! Lembrando que a programação é parte do Projeto Rio-Beirute.

Leia também:

O conteúdo Que tal contar sua história para o Consulado do Líbano? aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/07/04/que-tal-contar-sua-historia-para-o-consulado-do-libano/feed/ 0
Entrevista: “Meu Avô Árabe” incentiva conservação da memória familiar https://partiulibano.com/2019/06/20/entrevista-meu-avo-arabe-incentiva-conservacao-da-memoria-familiar/ https://partiulibano.com/2019/06/20/entrevista-meu-avo-arabe-incentiva-conservacao-da-memoria-familiar/#respond Thu, 20 Jun 2019 20:21:43 +0000 http://partiulibano.com/?p=954 A maior parte dos leitores do Partiu Líbano são de descendência libanesa/árabe. Portanto, dá pra gente presumir que a maioria aqui tem ou teve um avô árabe, e reconhece a importância de lembrar sempre dele, né? Como muitos aqui sabem, perdi meu avô árabe recentemente. Por coincidência, algumas semanas depois me deparei com a obra […]

O conteúdo Entrevista: “Meu Avô Árabe” incentiva conservação da memória familiar aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
A maior parte dos leitores do Partiu Líbano são de descendência libanesa/árabe. Portanto, dá pra gente presumir que a maioria aqui tem ou teve um avô árabe, e reconhece a importância de lembrar sempre dele, né?

Como muitos aqui sabem, perdi meu avô árabe recentemente. Por coincidência, algumas semanas depois me deparei com a obra Meu Avô Árabe na internet: um livro infantil dedicado a todos os Jidos!

Conversamos com a Maísa Zakzuk, autora do livro infantil Meu Avô Árabe, da editora Panda Books. E você confere aqui a entrevista completa! Partiu?

Meu avô árabe

Ilustração: Lúcia Brandão

 

Partiu Líbano: Como foi o processo criativo do livro? Tem referências pessoais, é uma história autobiográfica?

Maísa Zakzuk: “Eu já havia escrito um livro antes desse, o Árvore da Família (2008), que incentiva as crianças a serem os grandes investigadores da própria família. Eu sempre gostei muito de histórias do meu avô e da minha família, e vi que não tinha muito conteúdo sobre árvore genealógica na grade curricular. Foi aí que pensei em escrever a história da minha família e contar um pouquinho como você pode investigar a sua família, e como eu fui atrás dos meus familiares ao redor do mundo.

Quando a Panda Books lançou essa coleção Imigrantes do Brasil, eu fui convidada a escrever Meu Avô Árabe em 2012, e tive como referência meu avô, que veio da Síria. A personagem é meu alter-ego e ela conta como conviveu com o avô. A Yasmin, personagem do livro, tem características minhas. ”

Meu pai nunca gostou muito de falar, ele passou a gostar depois que comecei a escrever o livro. Essa sementinha da família querer saber sobre a nossa história fui eu quem plantei.

– Maísa Zakzuk

PL: Como foi essa pesquisa familiar pra que o livro saísse?

MZ: “Comecei a me corresponder com os outros Zakzuks do mundo pela internet, até no Egito encontrei. Isso foi bem no comecinho da internet, por volta de 2004. E aí comecei a escrever sobre eles, sobre as histórias deles. Isso incentivou toda a minha família a gostar também, minha mãe até me deu um livrinho sobre o lado dela da família, meu pai começou a me contar algumas coisinhas. ”

 

Fazendo uma pausa rápida na entrevista pra mostrar a vocês esse vídeo que está no canal Árvore da Família no YouTube, no qual a Maísa Zakzuk ensina a fazer um livro de genealogia!

 

Retomando o papo…

PL: E qual a faixa etária do público de Meu Avô Árabe?

MZ: “O livro foi escrito para crianças a partir de 8 anos. Ele é dividido em 5 grandes perguntas, em cada capítulo tem sempre um provérbio – o povo árabe gosta muito de provérbios, e ao longo da história fui colocando características do povo árabe.”

Meu avô árabe

Ilustração: Lúcia Brandão

PL: E a recepção do público, como é?

MZ: “Muitas pessoas se identificam, e as crianças descendentes leem e se identificam. Mesmo crianças de outras descendências, porque as histórias de imigrantes são muito parecidas. Eles vieram pra cá, numa época X, a procura de trabalho, melhores condições, etc. ”

É muito rico você ter culturas diferentes inseridas na sua vida.

– Maísa Zakzuk

 

Fizemos uma lista dos melhores canais sobre cultura árabe no YouTube! Clique aqui pra conferir. 

 

PL: Quais os aspectos mais nítidos da cultura árabe presentes no livro?

MZ: Tem uma coisa da comida, porque ela é uma materialização da união. O árabe é muito festeiro, isso que ficou pra mim. Ele gosta da comida, mas de falar, conversar, confraternizar. Isso é algo muito forte na cultura árabe. Eu acho que eles gostam demais da música árabe, manter as tradições… é claro que tem a questão do machismo. Meus pais não são machistas, mas meu avô era. O árabe tem uma cultura muito rica, isso não dá pra negar. Se você pegar a origem das palavras árabes você se surpreende, existe todo um raciocínio por trás. A informalidade do povo árabe também é um fator bem marcante, eles tratam todos como amigos, e isso é muito bacana!

 

PL: Quando falamos em mundo árabe, para muitos remete à guerra. Você fala disso no livro?

MZ: “Não entro no mérito da guerra, meu foco nesse livro é a história de vida. Eu gosto muito de contar histórias, e descobri isso trabalhando no Museu da Pessoa, em São Paulo.”

 

PL: E qual sua relação com o Museu da Pessoa?

MZ: “O Museu da Pessoa é um lugar muito importante pra mim, eu fiz um trabalho pra eles como editora de vídeo, que tinha depoimentos maravilhosos, de pessoas que começaram pequenas e conquistaram grandes coisas. Fiz cursos de formação lá no Museu também, como de História Oral, que é a história contada através das pessoas, puxando pela memória, tem toda uma técnica.”

 

PL: Meu Avô Árabe acaba esbarrando em um tema bem atual, que é a questão dos refugiados. Você acha que a obra contribui no ambiente escolar para que crianças refugiadas sejam aceitas?

MZ: “Ah sim, com certeza. Eu entrevistei 12 crianças refugiadas que estão no Brasil, isso para um novo projeto meu. São crianças da Síria, Venezuela, Haiti, Palestina… No Brasil não há tantos refugiados como em outros países do mundo, mas ainda teremos muito. E isso faz com que a gente tenha que aprender a recebê-los. Uma coisa que eu defendo é que é muito rico você ter culturas diferentes inseridas na sua vida.”

Meu avô árabe

Ilustração: Lúcia Brandão

“Eu incentivo as crianças a quererem cuidar do presente. Um dia eles vão querer saber como era a infância, e sem a preservação da memória isso não será possível.”

– Maísa Zakzuk

 

PL: Falando um pouco agora sua trajetória pessoal, você tem passagens por diversos meios de comunicação diferentes dentro do campo audiovisual, como a TV Cultura, trabalhos de direção artística, também no rádio, fora o trabalho maravilhoso como escritora. Qual seu meio de comunicação favorito?

MZ: Essa transição foi muito interessante, porque eu sempre pensei em televisão quando eu escrevia. É diferente, mas me deu um repertório muito bom pra trabalhar com essa linguagem para crianças sem ser “reducionista”. É uma coisa pra família, como a Disney faz. Meu conteúdo é pra todos se divertirem juntos. O público do Árvore da Família, por exemplo, é de 7 a 90 anos. Eu escrevo e falo com crianças de igual para igual, mas de forma lúdica, sem ser “infantilóide”. Então todos os meus trabalhos até aqui foram importantes e contribuíram para a forma com que eu trabalho hoje.

Se você gostou do conceito de Meu Avô Árabe, você pode comprar o livro clicando aqui.

E não deixe de participar do sorteio de um exemplar autografado no nosso Instagram!

O conteúdo Entrevista: “Meu Avô Árabe” incentiva conservação da memória familiar aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/06/20/entrevista-meu-avo-arabe-incentiva-conservacao-da-memoria-familiar/feed/ 0
Separe a fantasia: Líbano será enredo no Carnaval 2020 https://partiulibano.com/2019/06/10/separe-a-fantasia-libano-sera-enredo-no-carnaval-2020/ https://partiulibano.com/2019/06/10/separe-a-fantasia-libano-sera-enredo-no-carnaval-2020/#respond Mon, 10 Jun 2019 19:12:30 +0000 http://partiulibano.com/?p=919 É oficial! A escola de samba Império de Casa Verde escolheu o Líbano como tema do desfile no Carnaval 2020!   “Marhaba Lubnãn” será o título do enredo escolhido para homenagear o Líbano na passarela. O carnavalesco Flavio Campello divulgou um vídeo nas redes sociais contando a novidade ao lado do Cônsul Honorário do Líbano […]

O conteúdo Separe a fantasia: Líbano será enredo no Carnaval 2020 aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
É oficial! A escola de samba Império de Casa Verde escolheu o Líbano como tema do desfile no Carnaval 2020!

 

“Marhaba Lubnãn” será o título do enredo escolhido para homenagear o Líbano na passarela.

O carnavalesco Flavio Campello divulgou um vídeo nas redes sociais contando a novidade ao lado do Cônsul Honorário do Líbano no Brasil, Miled Khoury, diretamente da Praça Diáspora Square, localizada na cidade libanesa de Batroun. Campello afirma que o desfile trará os 7 mil anos de história e cultura do Líbano, e também das 22 civilizações que ali fincaram raízes.

Clique aqui e saiba mais sobre a história do Líbano!

Em breve teremos mais detalhes sobre essa homenagem fora de sério que será feita em São Paulo, mas a emoção já está garantida e nós com certeza iremos torcer pela Império de Casa Verde no ano que vem! Partiu?

Lembrando que esse ano, a escola ficou em 5º lugar no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, como enredo “O Império contra-ataca”. Em 2020, exalta o Líbano, e vai em busca do quarto campeonato – já foi a grande campeã em 2005, 2006 e 2016!

LEIA TAMBÉM: Especialista reverencia luta de imigrantes árabes pela integração no Brasil

Síntese do Enredo:

“Marhaba Lubnãn!

Sete mil anos de história! Sete mil anos de memórias! Vinte e duas civilizações contribuíram para a construção de uma nação que emana na sua alma o brilho do Oriente com as marcas do Ocidente!

Um pequeno país do Oriente Médio, conhecido como “o país dos Cedros milenares”. Surge na junção de três continentes: Europa, Ásia e África. Entre várias definições, seu nome exprime a beleza das montanhas de cumes brancos de neve no inverno e das pontas de calcárias que brilham ao sol no verão, que em língua demora traduz-se como Lubnãn (branco). Seu nome é encontrado em caracteres cuneiformes babilônicos e em hieróglifos egípcios que datam de 2 mil anos a.C.

Na bíblia é citado 92 vezes, nas páginas do Velho Testamento. Até o maior de todos os homens Jesus Cristo, e vários profetas passaram por lá, o que faz desse pequeno país parte da “Terra Santa” paras as três maiores religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

O Líbano apresenta extraordinário amálgama étnico. Situado no entrelaçado de três continentes, sofreu ao longo da sua história, considerável número de invasões, o que explica a multiplicidade étnica contemporânea.

Aos Fenícios, juntaram-se os hititas, assírios, hebreus, árabes, egípcios, curdos, turcos, gregos, romanos, babilônicos e até boa dose de sangue europeu quando os cruzados chegaram à região, na Idade Média, bem como latino-americano, quando das emigrações para a América Latina e o posterior retorno dos emigrados ao Líbano.

O País dos Cedros é uma verdadeira diversidades nos planos humano e geográfico e também comunidades religiosas, paisagens e climas, diversidade de hábitos e costumes.

Cada comunidade religiosa tem suas tradições e costumes. Durante as festas, as manifestações são pitorescas e, na montanha, você poderá ouvir sinos das igrejas cristãs que se mostram às vozes dos “muezzins” (o arauto das mesquitas que chamam os muçulmanos à oração) entrelaçando-se num eco profundo e formando um canto que é quase um lamento, como uma música ao Criador do Universo, uma verdadeira sinfonia a céu aberto.

Hospitaleiros, as pessoas estão sempre juntas. À noite reúnem-se para um bate-papo, jogar cartas, contar histórias e as novidades do dia, tudo acompanhado de saborosas frutas, doces, uma gastronomia única e um bom café “Super Brasil”, bem tradicional nessa terra mágica e guardiã dos sete mil anos de história!

Sua capital Beirute é no Oriente o último santuário onde o homem pode se vestir de luz…

A fênix é uma ave mitológica, símbolo da imortalidade:a única que pode viver mil anos. Segunda a lenda, está fabulosa ave vinha da Índia visitar o Líbano a cada cem anos, onde se queimava em âmbar e incenso para renascer de suas cinzas ao cabo de três dias e logo regressar à sua terra natal. Uma alegoria da história do libano que, no decorrer dos séculos e milênios, nasce e renasce depois de suas várias destruições. Se todos os impérios, com seus altos e baixos, fizeram de Beirute uma importante referência para a história, isto faz-nos ter em mente que ela conquistou direito ao título de “A Cidade que se recusa a desaparecer”.

Uma terra cheia de encantos e magia. Segunda a lenda foi em Beirute que Jorge da Capadócia teria conseguido seu maior feito: matar o dragão, se tornando padroeiro de Beirute. Os muçulmanos chamam-no de “Khodr”, e tal como entre os cristãos há mesquitas e pessoas que se chamam “Jorge” em homenagem ao grande guerreiro.

De País dos Cedros Milenares à invenção do alfabeto. Da primeira cidade da humanidade, sete mil longos anos de história, trajetória e memória… É impossível não se emocionar ao pisar nessas terras milenares, berço de toda a humanidade.
“E seu perfume será como o odor do Líbano… E serão famosos como o vinho do Líbano”.

Escavações arqueológicas encontraram sementes de uva que datam da Idade da Pedra, e indica que o vinho já era produzindo por essas terras… Não é a toa que romanos construíram em Balbeck, o maior templo ao Deus do Vinho: Baco!

E hoje, o Brasil se torna mais Libanês, detentora da pátria que mais acolheu libaneses no mundo, que o Império de Casa Verde honrosamente apresenta e nos saúda com as boas vindas: Marhaba Lubnãn! Unindo as águas do Mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico, selando a alegria de uma nação Libanesa-Brasileira com certeza!”

O conteúdo Separe a fantasia: Líbano será enredo no Carnaval 2020 aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/06/10/separe-a-fantasia-libano-sera-enredo-no-carnaval-2020/feed/ 0
Especialista reverencia luta de imigrantes árabes pela integração no Brasil https://partiulibano.com/2019/05/28/especialista-reverencia-luta-de-imigrantes-arabes-pela-integracao-no-brasil/ https://partiulibano.com/2019/05/28/especialista-reverencia-luta-de-imigrantes-arabes-pela-integracao-no-brasil/#respond Tue, 28 May 2019 21:50:42 +0000 http://partiulibano.com/?p=885 Não é a primeira vez que falamos de Rodrigo Ayupe aqui no blog. Professor de Antropologia e Pesquisador no Núcleo de Estudos do Oriente Médio, o especialista publicou um texto interessante sobre a luta das comunidades árabes que optarão pela imigrar para o Brasil. O Partiu Líbano publica aqui na íntegra o texto de Rodrigo […]

O conteúdo Especialista reverencia luta de imigrantes árabes pela integração no Brasil aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
Não é a primeira vez que falamos de Rodrigo Ayupe aqui no blog. Professor de Antropologia e Pesquisador no Núcleo de Estudos do Oriente Médio, o especialista publicou um texto interessante sobre a luta das comunidades árabes que optarão pela imigrar para o Brasil.

O Partiu Líbano publica aqui na íntegra o texto de Rodrigo Ayupe e convida você, leitor, para refletir sobre o tema. Esperamos que gostem!

As comunidades árabes no Brasil: imigrantes, descendentes e a luta pela integração

Apesar da dificuldade em estimar o número preciso de imigrantes árabes e seus descendentes no Brasil, haja vista que o censo brasileiro não permite o registro de identidades étnicas, estudos acadêmicos e não acadêmicos apontam para uma presença significativa de famílias e comunidades árabes, incluindo uma série de instituições, tais como hospitais, clubes, igrejas, mesquitas, restaurantes, lojas, empresas e indústrias.

Esse pequeno texto se dedica a apresentar o histórico da imigração árabe no Brasil, expondo as suas causas, de acordo com cada fase, e destacando o processo de formação das comunidades árabes e suas instituições, além de discutir o seu lugar na sociedade brasileira.

História da imigração árabe no Brasil

A migração árabe para o Brasil começa efetivamente por volta de 1890, quando sírios e libaneses deixam províncias pertencentes ao Império Otomano, como Beirute, Zahle, Homs, Damasco, Baalbek ou até mesmo a pequena Yabroud (80 km ao norte de Damasco) em busca de melhores condições de vida nas Américas.

Nesse período, houve uma desvalorização da sericultura árabe (síria e libanesa) no mercado europeu, devido ao aumento da concorrência com a seda chinesa, a qual invadiu a Europa após a abertura do canal de Suez, no Egito, em 1869. Com isso, os comerciantes e empresários das províncias citadas acima, de maioria cristã e que eram os maiores beneficiários dessa economia, sofreram uma queda no padrão de vida conquistado nos anos anteriores. Como alternativa para manter a situação financeira e os hábitos de consumo, decidiram deixar sua terra natal no intuito de acumular capital no exterior e regressar, brevemente, ao Oriente Médio.

Embora nas narrativas padronizadas dos imigrantes seja comum o argumento de que a diáspora se explica por uma condição de extrema miséria, a história apresentada acima, a qual se baseia nos estudos acadêmicos mais recentes acerca dessa temática, destaca a complexidade desse processo já que a maioria não se encontrava numa condição de extrema pobreza.

Do ponto de vista político-religioso, a narrativa dos imigrantes também merece uma problematização. É bastante comum nos discursos dos membros das comunidades árabes no Brasil o argumento de que esse movimento diaspórico se justificou inicialmente pela perseguição dos muçulmanos e do Império Otomano aos cristãos da região que hoje abarca o Líbano e a Síria.

Mesmo que a memória traumática dos conflitos de 1860 entre maronitas (cristãos) e drusos (de origem muçulmana), nos quais os cristãos sofreram o maior revés, e o massacre ao bairro cristão de Bab Tuma, em Damasco, tivessem um impacto no movimento imigratório, já que muitos imigrantes confessavam o medo de um novo conflito, esse fator não pode ser considerado uma causa direta, já que a diáspora começou efetivamente em 1890, trinta anos depois. Além disso, no momento em que sírios e libaneses decidem deixar sua terra natal, os cristãos contavam com a proteção francesa contra qualquer ataque muçulmano. E, por fim, o discurso da opressão otomana também deve ser problematizado, já que no Monte Líbano, por exemplo, os cristãos conseguiram uma certa autonomia administrativa através do estabelecimento de sua província autônoma (Mutessarafyia) em 1861, administrada por um governador cristão (Mutessaraf) e supervisionada pelos europeus.

O desejo de sair de seus países em direção ao continente americano foi acompanhado pelo imaginário positivo construído pelos árabes a respeito do novo mundo, em consequência do impacto dos missionários norte-americanos na região. Tal presença estrangeira permitiu aos árabes o contato com valores culturais e religiosos dos Estados Unidos baseados na ideia de prosperidade e self made man. Esse sistema de valores circulou no Oriente Médio a partir de instituições educacionais norte-americanas, com destaque para a Syrian Protestant College, atual American University of Beirut. Além disso, o processo imigratório ainda foi facilitado devido à presença de empresas e agentes da imigração que vendiam passagens de navios e divulgavam informações atrativas a respeito do lugar de destino.

A meta principal desses imigrantes era se estabelecer nos Estados Unidos, porém muitos tiveram dificuldades para conseguir o visto. Por isso, mediante as sugestões dos funcionários de imigração, eles procuraram um lugar alternativo, na maioria dos casos, a Argentina ou o Brasil. A escolha deste último foi favorecida por uma ideia que alguns tinham do país e da cultura brasileira devido às duas viagens do Imperador D. Pedro II ao Oriente Médio; e também pela propaganda positiva feita pelos agentes de imigração que apresentavam o Brasil como uma terra da promissão, devido ao desenvolvimento conquistado em consequência da economia cafeeira.

Após essa primeira fase, novas ondas migratórias chegaram ao Brasil. Dessa vez, elas contavam com redes de solidariedade formadas pelos sírios e libaneses já estabelecidos, através das quais os recém-chegados conseguiam, muitas vezes, moradia e trabalho.

A segunda fase começa nos meses que antecederam a Primeira Guerra Mundial, em 1914, no contexto em que os cristãos eram recrutados para servir ao exército otomano. Tal recrutamento causava medo e descontentamento a esses indivíduos, pois eles não tinham experiência no serviço militar, atividade exclusiva dos muçulmanos na era otomana.

Com o fim da guerra e o esfacelamento do Império Otomano, a expectativa de independência da Síria e do Líbano foi frustrada devido à criação dos mandatos franceses nos dois países, fato que levou seus cidadãos à diáspora em busca da libertação da dominação europeia. Nessa fase, tanto cristãos quanto muçulmanos, em sua maioria sírios e libaneses, compunham o grupo de imigrantes de fala e cultura árabe que desembarcavam no Brasil.

Durante a década de 1930, a vinda de imigrantes para o Brasil caiu vertiginosamente em função da política restritiva do governo de Getúlio Vargas quanto à entrada de estrangeiros no país. Contudo, após a Segunda Guerra Mundial (pós 1945), já no governo Eurico Gaspar Dutra, a conjuntura econômica desfavorável em consequência da guerra fez com que uma nova geração decidisse emigrar em busca de oportunidades.

O período de guerra civil no Líbano (1975-1990) configurou a última fase de um movimento migratório significativo para o Brasil, embora não apresentasse a mesma intensidade das primeiras gerações. Eventos recentes como a Guerra do Líbano de 2006 e a guerra civil na Síria (a partir de 2011) demonstraram que, mesmo em números mais modestos que nas fases anteriores, a imigração tem sido um fenômeno constante e na qual muitos dos estabelecidos continuam ajudando os recém-chegados. No caso da guerra civil na Síria, os imigrantes costumam solicitar asilo após entrar no território brasileiro, o que tem levantado novos debates acerca da integração de refugiados na sociedade receptora e do exercício dos seus direitos.

Você sabia que o Museu do Café, em Santos, estuda o café árabe??

Formação das comunidades árabes no Brasil

A formação das comunidades árabes no Brasil está associada, em primeiro lugar, às redes de solidariedade entre os imigrantes sírios e libaneses mais antigos e os que chegaram posteriormente. Mesmo com diferenças identitárias ressaltadas no lugar de origem, no Brasil os denominadores comuns eram enfatizados, como a região de origem (Oriente Médio), a língua e a “cultura árabe”.

A situação adversa de ter que se adaptar a um país estrangeiro – aprender uma nova língua, conviver com uma nova cultura, conquistar um trabalho para garantir o seu sustento – fez como que a formação de comunidades árabes locais fosse uma realidade inevitável. Além disso – e talvez seja o fator mais importante -, a luta pela sua integração na sociedade e a negociação de sua presença na nação brasileira fortaleceram a construção de comunidades em todo o país.

Um fator decisivo na consolidação dessas comunidades árabes nas cidades brasileiras e um passo importante em uma relativa integração à sociedade local foi o sucesso que muitos desses imigrantes e descendentes obtiveram na atividade comercial. Muitos deles começaram como mascates e, com o capital acumulado, conseguiram montar as suas lojas ou até mesmo fábricas. Assim, as famílias de comerciantes e industriais árabes mais afluentes de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, e Juiz de Fora investiram parte do capital conquistado na construção de instituições desportivas, de sociabilidade e religiosas, as quais têm materializado a ideia da comunidade árabe no espaço e na sociedade brasileira.

Nos espaços do Esporte Clube Sírio, em São Paulo, do Monte Líbano, no Rio de Janeiro, ou então do Clube Sírio e Libanês de Juiz de Fora, as atividades oferecidas nos moldes de lazer, tais como bailes de carnaval e réveillon, shows, jogos, banho de piscina e jantares atraíam tanto as famílias árabes mais prósperas quanto as brasileiras. Com isso, as comunidades árabes davam passos importantes na sua integração na medida em que se tornavam cada vez mais desejáveis como parte da sociedade mais ampla.

Ademais, as instituições religiosas também contribuem com a integração dos imigrantes árabes e seus descendentes na sociedade brasileira. Os espaços sagrados cristãos, tais como as igrejas maronitas e greco-católicas (melquitas), têm sido importantes ao atrair fiéis para as suas celebrações religiosas na medida em que permitem empréstimos da religiosidade local. As mesquitas sunitas e xiitas também se destacam nesse processo devido à convivência entre brasileiros (convertidos) e árabes nas suas orações de sexta-feira ou em outras atividades.

Se, por um lado, a integração árabe tem sido construída através da atração de brasileiros de classe média, seja pelos clubes ou pelas instituições religiosas, por outro, esses mesmos espaços também atraem as classes menos favorecidas através de suas obras de caridade e sociedades beneficentes.

Apesar do papel de destaque dessas instituições na luta dos árabes pela sua integração na sociedade brasileira, a partir da década de 1980, período de crise econômica no país, muitas delas passaram por problemas financeiros e, por isso, diminuíram o número de atividades enquanto outras fecharam suas portas. Todavia, isso não significou o enfraquecimento das comunidades árabes, uma vez que elas encontraram na esfera pública um caminho favorável para a expressão dos seus itens culturais distintivos e a afirmação de sua identidade étnica.

Comunidades árabes no Brasil contemporâneo

O maior reconhecimento dos grupos étnicos no Brasil contemporâneo, somado à popularização de itens culturais distintivos como a dança e a comida, se deu sobretudo por meio do destaque midiático à “cultura árabe” após o sucesso do filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho (2001), e da novela O Clone, da Rede Globo (2001). A partir de então, tem ocorrido uma febre de consumo de itens árabes, o que tem estimulado os membros das comunidades árabes, e até mesmo não árabes, a inaugurarem restaurantes especializados na culinária médio-oriental, academias de danças do ventre, lojas de bijuterias, agências de viagens, blogs e páginas no facebook com informações sobre o Oriente Médio.

Apesar das inegáveis conquistas dos imigrantes e seus descendentes rumo à sua integração na sociedade brasileira ao longo da história da sua presença no país, com um relativo papel de destaque para a cultura e a identidade árabes no contexto atual, a luta dos membros das comunidades árabes para afirmar e reafirmar a sua existência no Brasil é um processo constante. Do mesmo modo, são atuais e constantes a resistência contra o desrespeito às diferenças e o combate ao preconceito que a categoria “árabe” ainda sofre.

Rodrigo Ayupe participou recentemente de uma reportagem sobre imigrantes e refugiados! Veja aqui.

O conteúdo Especialista reverencia luta de imigrantes árabes pela integração no Brasil aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/05/28/especialista-reverencia-luta-de-imigrantes-arabes-pela-integracao-no-brasil/feed/ 0
Casal de embaixadores do Brasil no Líbano é cremado em Salvador https://partiulibano.com/2019/05/19/casal-de-embaixadores-do-brasil-no-libano-e-cremado-em-salvador/ https://partiulibano.com/2019/05/19/casal-de-embaixadores-do-brasil-no-libano-e-cremado-em-salvador/#respond Sun, 19 May 2019 15:56:39 +0000 http://partiulibano.com/?p=807 Paulo Cordeiro de Andrade e Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto, embaixadores do Brasil no Líbano que morreram em um acidente de carro na Itália, serão cremados nesta segunda-feira em Salvador, na Bahia. O casal será velado e cremado no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. Veja aqui a trajetória do embaixador […]

O conteúdo Casal de embaixadores do Brasil no Líbano é cremado em Salvador aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>

Paulo Cordeiro de Andrade e Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto, embaixadores do Brasil no Líbano que morreram em um acidente de carro na Itália, serão cremados nesta segunda-feira em Salvador, na Bahia.

O casal será velado e cremado no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.

Veja aqui a trajetória do embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Cordeio de Andrade

Há previsão de que o Exército, a Marina, e a Aeronáutica prestem honras militares aos embaixadores do Brasil no Líbano. Quem presidirá a missa do velório será o arcebispo e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

O acidente aconteceu no dia 8 de maio. O casal estava em um táxi que colidiu contra um caminhão na Itália. O motorista do táxi, Marcello De Filippis, também morreu junto com o casal.

Nesta segunda-feira, das 6h15 às 10h30, acontece o velório ao som de violinista e violoncelista. O cortejo fúnebre e as honras militares estão previstos para às 10h30. Às 11h, a celebração da missa deve acontece no salão do crematório. Já a cerimônia de cremação está prevista para às 11h40.

Uma exposição no Líbano vai homenagear o casal! Clique aqui e veja os detalhes. 

O conteúdo Casal de embaixadores do Brasil no Líbano é cremado em Salvador aparece primeiro em Partiu Líbano.

]]>
https://partiulibano.com/2019/05/19/casal-de-embaixadores-do-brasil-no-libano-e-cremado-em-salvador/feed/ 0